O projeto de criação do Regimento de Cavalaria da Polícia Militar visando a Copa de 2014, a Polícia Montada, agora é realidade no estado de Mato Grosso. O decreto de ativação do Regimento, assinado pelo governador Silva Barbosa, saiu publicado no Diário Oficial da última segunda-feira.
Nas considerações usadas como argumento para justificar a instituição dessa nova modalidade de policiamento estão a garantia de maior rapidez e flexibilidade de emprego e a atuação em terrenos inacessíveis aos outros processos.
Além disso, a possibilidade de essa ser a única opção de controle de distúrbios civis em locais de grande concentração pública, a exemplo de eventos desportivos em estádios de futebol, protestos e grandes espetáculos artísticos e culturais.
O tenente-coronel Alberto de Barros Neves, que há pelo menos um ano coordena o projeto da Cavalaria, explicou que o Regimento terá 90 cavalos e 135 homens distribuídos em três esquadrões, divisão que a Polícia Militar chama de companhia.
Um dos esquadrões, disse, será para o serviço ostensivo montado, ou seja, para o policiamento comum de prevenção e repressão à violência nos diversos pontos da cidade.
O outro será destinado às situações mais complexas e esporádicas, que o controle de distúrbios em locais com grande concentração de pessoas e crises como protestos, greves, shows e estádios.
Já o terceiro esquadrão, informou o oficial, responderá pela parte administrativa, recursos humanos e ações sociais como a escola de equitação e o centro de equoterapia.
Recentemente, contou o tenente-coronel Alberto, a PM e a Associação de Criadores de Mato Grosso (Acrimat) assinaram protocolo de intenções no qual a associação se comprometeu a ceder 10 hectares de terras na área onde será construído o novo Parque de Exposições, na estrada de Santo Antonio de Leverger, para sediar o Regimento de Cavalaria.
Enquanto isso não acontece, as atividades da Cavalaria serão desenvolvidas
em Várzea Grande , numa parceria da PM com o Centro Equestre e a Infraero. A ação mais importante, já aprovada na Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), órgão do Ministério da Justiça, é o curso de policiamento montado para 25 policiais.
Na capacitação, destacou o oficial, serão empregados cavalos pantaneiros cedidos pela Associação Brasileira de Cavalos Pantaneiros, com sede em Poconé, Mato Grosso. Além de treinar os policiais, a ideia é avaliar o emprego dessa raça no policiamento de ruas.
No Natal de 2010, lembrou o tenente-coronel Alberto, a Cavalaria fez o primeiro teste de policiamento na área central. Durante uma semana, policiais militares e cavalos pantaneiros percorreram e patrulharam as ruas e até prenderam assaltantes em uma revendedora de carros, comprovando a eficiência desse modelo de segurança, como defendeu o oficial.
O cavalo tem vida útil de até 20 anos e custa por mês cerca de R$ 300. Já uma viatura chega a custar R$ 3,5 mil mensais, conforme estimou a PM em dezembro passado, quando experimentado o projeto.
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